Começarei citando o texto da carta de Paulo a Romanos capítulo 12 versículo 3: “Por isso, pela graça que me foi dada digo a todos vocês: ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, ao contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu.”
“Tome cuidado com o seu jeito de pensar” é o título dado por Zig Ziglar no capítulo 4 do seu livro “Automotivação e alta performance”. Nesse capítulo, Zig nos mostra que nossos pensamentos exercem influência sobre nós mesmos. Sejam a respeito de nós, do mundo, dos outros e sobre nossa perspectiva de vida. Diz que tudo o que pensamos produz um impacto sobre o tipo de pessoa que iremos nos tornar.
Não pense que Zig mostra que você deve ter pensamentos positivos ou buscar bons fluidos. Logo no início do capítulo, ele nos lembra da seguinte frase de A. W. Tozer “A vaga e tênue esperança de que Deus seja tão bom que não castigue os ímpios se tornou um entorpecente mortal para a consciência de milhões de pessoas.”
Quem está começando a vida, acabou de sair do colegial, ou da faculdade, com certeza deve ter planejado um futuro glorioso para si. Isso é bom, ou melhor, isso é “melhor do que bom, é excelência total” diria Zig. E para alcançar essa glória, é preciso buscar excelência em tudo o que se faz. Buscar ser o melhor. Confiar que Deus está a frente de todas as coisas e ser perseverante.
Para concluir, há duas histórias neste capítulo que ilustram bem o que devemos buscar.
Um esquimó costumava colocar seus melhores cães de trenó em disputa para ver qual puxaria a carga mais pesada.
Curiosamente os cães se alternavam na vitória. Uma semana era um cão, na outra era o outro. Era impressionante que o esquimó sempre apostava no cão que sairia vitorioso.
Tempos depois, com os cães já aposentados, um dos aldeões lhe perguntou como ele sabia qual dos cães seria o vitorioso. “Como ele sabia em qual deles deveria apostar ?” perguntou. “É muito fácil “, respondeu o velho esquimó, “eu apostava naquele que alimentava durante a semana.”
A outra história é a de dois irmãos adolescentes que pediram ao pai para que afrouxasse um pouquinho a rigidez dos padrões da família e os autorizassem a assistir a um filme popular. Apesar de ter sua classificação elevada para 16 anos devido a algumas cenas, era um filme com uma história relevante e os atores eram de qualidade. O pai prometeu que pensaria no assunto.
No dia seguinte, o pai os chamou até a mesa da cozinha para conversar sobre o assunto. Havia um prato com bolinhos que ele fizera sobre a mesa. E então ele disse:
“Vocês sabem que só usamos os melhores ingredientes quando fazemos esses bolinhos: ovos, chocolate, farinha, leite e nozes. Vocês podem comer quantos quiserem, mas preciso avisá-los de que afrouxei meus padrões só um pouquinho dessa vez, e coloquei um punhado, não muito, de fezes de cachorro na massa. Mas isso não precisa ser motivo de impedimento. Podem se servir à vontade.”
Acho que todos sabemos o que aconteceu. Todos os bolinhos ficaram intactos no prato.





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