
É indiscutível como a questão do sofrimento é uma incógnita para o ser humano, principalmente quando são situações fora de nosso controle. A dor se apodera dos corpos e mentes como um Leviatã que assegura seu domínio físico e espiritual.
O livro “A Cabana”, com uma abordagem análoga à de Jó, retrata um pai cuja filha caçula é brutalmente assassinada. A partir daí, há uma demonstração evidente da busca do ser por respostas a perguntas que permearam toda a humanidade. São perguntas através das quais nos aproximamos mais de Deus, estabelecendo com Ele um relacionamento dentro dos seus propósitos. É o alicerce sobre o qual há preparação para a vida e para a morte, para as mais profundas alegrias e tragédias. Trata-se do “EU SOU”, fora de quaisquer padrões e limitações humanas.
“Às vezes acontece que um ser humano levanta os olhos para a sua origem celestial. Daí é como se Deus visse a si próprio no espelho.”
“Assim como o céu se espelha no mar, também Deus pode se espelhar num par de olhos humanos. Pois os olhos são o espelho da alma, e Deus é capaz de se refletir numa alma humana”.
“Nós enxergamos tudo num espelho. Agora você teve um vislumbre de como é o outro lado do espelho. Não posso lustrar e polir o espelho inteiro. Se pudesse você veria até mais coisas; porém, não enxergaria mais a você mesma”.




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